Uma das praias mais famosas de Salvador, o Porto da Barra, virou palco de uma polêmica recente envolvendo ambulantes que alugam sombreiros e cadeiras. O protesto, realizado na última terça-feira (28), tinha como objetivo criticar o aumento da fiscalização da prefeitura, mas acabou viralizando e gerando uma repercussão negativa para os próprios trabalhadores.
A discussão começou após a circulação de um vídeo nas redes sociais, onde banhistas reclamavam da ocupação excessiva da faixa de areia com cadeiras e sombreiros, mesmo sem haver demanda de clientes. Segundo o relato, a situação dificultava o acesso de frequentadores que não queriam ou não podiam pagar pelo aluguel dos equipamentos.
Nova regra limita ocupação da areia
Diante da polêmica, a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) realizou uma reunião e determinou novas regras:
Cada ambulante pode ter no máximo 10 sombreiros e 30 cadeiras
Os kits só podem ser colocados na areia mediante solicitação do cliente
Antes da regulamentação, havia relatos de barraqueiros utilizando o dobro do permitido, restringindo ainda mais o espaço livre na praia. Atualmente, o Porto da Barra conta com 35 ambulantes cadastrados, totalizando 350 sombreiros e 1.050 cadeiras.
O preço do aluguel pode ser negociado diretamente com o cliente, mas a prefeitura orienta que qualquer abuso seja denunciado aos fiscais que atuam na região.