Diretora de presídio investigada por fuga em massa é liberada pela justiça em Eunápolis

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A ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, Joneuma Silva Neres, está programada para ser libertada nesta terça-feira, 17 de março, após uma decisão do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) que determinou sua soltura. O alvará foi entregue na unidade prisional na segunda-feira, 16. Ela estava detida no âmbito das investigações sobre a fuga de 16 detentos ocorrida em dezembro de 2024.

Joneuma é suspeita de ter colaborado com a ação criminosa que resultou na evasão em massa. O caso teve novos desdobramentos no início deste mês, quando a Polícia Civil realizou prisões e buscas relacionadas à investigação, sendo a ex-diretora um dos alvos.

Em uma dessas operações, um suspeito conseguiu escapar após atirar contra os policiais. Na residência onde ele estava, foram encontradas drogas, dinheiro em espécie e anotações consideradas importantes para o avanço das investigações.

Fuga envolveu ataque armado

A fuga ocorreu após uma ação coordenada. Enquanto os detentos perfuravam o teto de uma cela, um grupo de aproximadamente oito homens armados invadiu a prisão, disparando contra os agentes e guaritas para facilitar a saída dos presos.

O comandante da Polícia Regional, coronel Luís Alberto Paraíso, afirmou que a ação externa foi crucial para o sucesso da fuga. Os presos desceram por cordas e fugiram em direção a uma área de mata.

No momento do ataque, os criminosos mataram um cão de guarda da unidade. Um fuzil calibre 5.56, de fabricação estrangeira e sem numeração aparente, foi deixado no local, juntamente com carregadores contendo dezenas de munições intactas.

Investigações e paradeiro dos fugitivos

Até o momento, apenas um dos 16 detentos que escaparam foi recapturado: Valtinei dos Santos Lima, conhecido como “Dinei”, em setembro de 2025, em Porto Seguro. Dois outros morreram em confrontos policiais ao longo do ano passado.

Treze fugitivos ainda estão foragidos, incluindo líderes e membros de uma organização criminosa atuante no extremo sul da Bahia. De acordo com as investigações, o principal alvo da ação era Ednaldo Pereira Souza, conhecido como “Dadá”, considerado o chefe do grupo.

Os fugitivos estavam cumprindo pena por crimes como tráfico de drogas, associação criminosa e homicídios.

Atentado e tensão na unidade

Em maio de 2025, meses após a fuga, um motorista do presídio foi baleado nas proximidades da unidade. A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) suspeita que o verdadeiro alvo era o então diretor da unidade, Jorge Magno Alves, que não foi atingido.

O caso ainda está sob investigação, e a libertação da ex-diretora não encerra o processo.

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