Polícia Civil investiga a morte do mototaxista conhecido como ‘Ró’ e traça diferentes caminhos de investigação

Polícia Civil traça linhas de investigação sobre morte de ‘Ró Mototaxista’INVESTIGAÇÃO

A Polícia Civil da Bahia divulgou novas informações sobre as investigações que apuram a morte do mototaxista Romildo André Pereira, conhecido como “Ró”, em Teixeira de Freitas, no extremo sul do estado.

O caso começou a ser tratado como desaparecimento após o registro feito pela família na Delegacia Territorial do município, na terça-feira, 10 de março. Segundo relato, Romildo não era visto desde às 18 horas da segunda-feira, 9.

Após buscas, o corpo da vítima foi localizado no final da tarde do dia 12 de março, por volta das 18h30, em um córrego às margens da Avenida Bernardino Figueiredo, no bairro Santa Rita. A motocicleta utilizada no trabalho também foi encontrada no local, parcialmente submersa, assim como o corpo.

A Polícia Civil solicitou perícia no local e exame necroscópico. Em uma primeira análise, equipes da Polícia Técnica não identificaram sinais evidentes de violência, como vestígios de sangue, marcas de tortura ou objetos que indicassem agressão direta. Os laudos oficiais ainda estão em elaboração pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT).

No dia seguinte à remoção do corpo, uma nova vistoria foi realizada com melhor visibilidade. Durante essa etapa, a motocicleta foi retirada do córrego e encaminhada ao DPT. Próximo à saída da avenida, foi encontrado o retrovisor do veículo. Até o momento, não foram localizados os capacetes nem o celular da vítima.

Informações preliminares da necropsia apontam que o corpo já estava em avançado estado de decomposição e apresentava um hematoma na parte posterior da cabeça, sem fratura craniana. Também foi identificada a presença de lama nas vias aéreas, o que sugere possível morte por afogamento. Não há indícios de perfurações por arma de fogo ou arma branca, embora não esteja descartada a hipótese de agressão com objeto contundente.

Diante dos elementos reunidos até agora, a Polícia Civil trabalha com três principais linhas de investigação: latrocínio (roubo seguido de morte), homicídio qualificado e acidente de trânsito.

Segundo os investigadores, novas diligências permitiram identificar suspeitos e estabelecer uma possível sequência de acontecimentos, o que passou a direcionar o caso, principalmente, para a hipótese de latrocínio. No entanto, detalhes não foram divulgados devido ao sigilo das investigações.

Ao longo do inquérito, diversas testemunhas já foram ouvidas, imagens de câmeras de segurança analisadas e medidas cautelares solicitadas à Justiça, incluindo a quebra de sigilo telefônico da vítima.

As investigações seguem em andamento, com novas coletas de provas e depoimentos, na tentativa de esclarecer completamente as circunstâncias da morte do mototaxista.

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